Ao
entregar uma arte-final - um cartaz todo desenhado à mão, e que seria
fotografado para duplicação em gráfica – a madre superiora do colégio que
contratara o serviço, olhando para o trabalho em suas mãos, perguntou-me qual
instrumento musical eu tocava.
Obviamente
fiquei surpreso com a pergunta, mas entendi que arte sempre está atrelada como
um todo no comando cerebral.
Uma
das minhas inspirações para usar o pincel diretamente em paredes foi o observar
todos os domingos um versículo escrito no arco superior do altar da igreja que
eu frequentava. As letras num tipo romano e com serifas bem desenhadas me
fascinavam. Eu ficava imaginando quem as pintara. Talvez prenúncio que alguns
anos mais tarde eu estaria no topo da escada pintando essas mesmas letras, em consequência
de uma reforma feita nesse templo. Também fui contratado para realizar pinturas
em paredes em outras igrejas.
Os
primeiros ensaios com afrescos foram em minha casa.


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