sábado, 24 de janeiro de 2015

Afrescos

Ao entregar uma arte-final - um cartaz todo desenhado à mão, e que seria fotografado para duplicação em gráfica – a madre superiora do colégio que contratara o serviço, olhando para o trabalho em suas mãos, perguntou-me qual instrumento musical eu tocava.
Obviamente fiquei surpreso com a pergunta, mas entendi que arte sempre está atrelada como um todo no comando cerebral.
Uma das minhas inspirações para usar o pincel diretamente em paredes foi o observar todos os domingos um versículo escrito no arco superior do altar da igreja que eu frequentava. As letras num tipo romano e com serifas bem desenhadas me fascinavam. Eu ficava imaginando quem as pintara. Talvez prenúncio que alguns anos mais tarde eu estaria no topo da escada pintando essas mesmas letras, em consequência de uma reforma feita nesse templo. Também fui contratado para realizar pinturas em paredes em outras igrejas.
Os primeiros ensaios com afrescos foram em minha casa.


E aí?  Precisando desse tipo de trabalho?


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