quarta-feira, 18 de março de 2015

Clareira


O biólogo apresentava aos monitores seus conhecimentos de forma convincente, apontando durante uma caminhada na trilha, as características da mata nativa no Acampamento Moriah.
Uma das observações foi uma clareira, que segundo ele, ocorreu naturalmente quando uma grande árvore tombou por idade avançada e após sua decomposição deu lugar ao sol para outras menores, agora em franco desenvolvimento.

Na floresta de oportunidades que pude observar durante as trilhas da minha vida, lamentei ver muitos líderes abafando seus discípulos, negando-lhes lugar ao sol, como a reafirmar constantemente: “Teu tempo e talento são meus!”
 Iniciativa, dons, criatividade, habilidades inerentes e particulares colocados em eterno banho-maria, como a temer que, em algum momento, o novato exiba exuberância em seus atos ou ideias de forma a sobrepujar sua experiência. E isso no ambiente igreja!
Convém lembrar que, mesmo devidamente radicados, temos em nossos relacionamentos a mobilidade e, portanto, possibilidade de abrir espaço, seja para a criatividade ou apenas o exercício do nosso legado cultural, sem que isso represente, necessariamente, eutanásia passiva.
Fazer discípulos é ordem bem conhecida – mas poucos ousam a prática.

Criar oportunidades vai além – é treinar para a semeadura e dizer: “Vai que o campo é teu!”
Em consequência da insegurança, há décadas não vejo líderes exercerem o envio de pessoas ao anúncio da Boa Nova.  

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