A
ansiedade pelo novo alimenta a cadeia comercial desenfreada.
A busca
pelo novo já é coisa velha. Mas quando puxada pelos apelos da mídia comercial e
empurrada para tapar rombos financeiros gerados por necessidade de novos
dispositivos, despenca num abismo numa velocidade friamente calculada que a
ganância inconsequente chama de obsolescência programada.
Não bastasse o descarte excessivo de
produtos, os seres humanos entraram nesse mesmo ciclo acelerado.
A constante necessidade de se
“reciclar” tomou apenas o corpo material, desconsiderando a consciência. E
mesmo com os devidos cuidados em adequar-se às novas exigências da era
tecnológica, recuar no prazo de validade é impossível. E o mercado de trabalho
– já debilitado pela aceleração do sistema – deixa de oportunizar espaço para
quem está obsoleto conforme a data de nascimento constante em seus documentos.
Universitários recém-formados
transpiram orgulhosamente o novo aroma do conhecimento, porém desprovidos de
qualquer experiência, rapidamente expõe sua fétida imaturidade na proporção que
atropelam o saber prático daqueles que lhe ofertaram a estrutura necessária.
Assim, pelo excesso de velocidade ninguém
mais percebe que ruma para a invisibilidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário