segunda-feira, 6 de abril de 2015

O fim das coisas

A ansiedade pelo novo alimenta a cadeia comercial desenfreada.
A busca pelo novo já é coisa velha. Mas quando puxada pelos apelos da mídia comercial e empurrada para tapar rombos financeiros gerados por necessidade de novos dispositivos, despenca num abismo numa velocidade friamente calculada que a ganância inconsequente chama de obsolescência programada.


Não bastasse o descarte excessivo de produtos, os seres humanos entraram nesse mesmo ciclo acelerado.
A constante necessidade de se “reciclar” tomou apenas o corpo material, desconsiderando a consciência. E mesmo com os devidos cuidados em adequar-se às novas exigências da era tecnológica, recuar no prazo de validade é impossível. E o mercado de trabalho – já debilitado pela aceleração do sistema – deixa de oportunizar espaço para quem está obsoleto conforme a data de nascimento constante em seus documentos.
Universitários recém-formados transpiram orgulhosamente o novo aroma do conhecimento, porém desprovidos de qualquer experiência, rapidamente expõe sua fétida imaturidade na proporção que atropelam o saber prático daqueles que lhe ofertaram a estrutura necessária.

Assim, pelo excesso de velocidade ninguém mais percebe que ruma para a invisibilidade.

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