Por
algum tempo trabalhei no transporte de pessoas.
Havia
uma rota pela qual eu passava semanalmente e decidi fotografar a sequência da
primavera num trecho em área rural. O final não é bonito, mas a sequência ajuda
a ilustrar a postagem.
Sempre
gosto de comparar a leitura da Bíblia com o observar uma árvore.
A
Palavra de Deus é viva e, por isso, o mesmo texto pode ter nuances diferentes em
momentos diferentes. O Espírito Santo, inexplicavelmente, dá a tonalidade
adequada ao momento do leitor, ou até mesmo não colorir nada relevante - naquele instante.
Uma
árvore pode ser observada de vários ângulos e cada um deles apresentará uma
forma diferente. Isso sem contar as diferentes estações do ano; do verde
primavera ao ocre do outono ou mesmo a ausência das folhas, flores ou frutos.
O
ápice da maioria das celebrações nos templos que tenho visitado tem sido o relato
de como o pastor viu a árvore naquela semana. Zilhões de sermões não esgotam o
assunto. Porque, então, não levar os fiéis diretamente à árvore para que a
observem pessoalmente? Assim haveria tempo para o verdadeiro culto a Deus e
para a verdadeira religião.
O
que dizer então da discórdia em insistir que a árvore é apenas fonte de sombra
ou tantas picuinhas doutrinárias que segmentam o Corpo de Cristo?





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