Uma rápida espiada no minúsculo berço do neonatal já foi grandioso o
suficiente. De encher os olhos.
Mais surpreendente foi o cara retribuir a visita.
Anunciou sua presença chamando insistentemente.
Dei tempo para que a mamãe também soubesse onde ele estava.
Aparentemente a mãe não estava preocupada – talvez por perceber que o
filho estava em boa companhia.
Como todo pirralho que se preze, ao invés de usar o sofá, usou uma
luminária para pousar.
(Puxa. Como não pensei nisso antes! O sofá custou uma fortuna...)
Preocupado com as preocupações inexistentes da mãe, resolvi leva-lo até
a sacada e deixa-lo aos devidos cuidados maternos.
A despedida foi tão rápida quanto o retorno.
Da sacada entrou pela janela para voltar à luminária e continuar piando.
Cheguei a entender nas entrelinhas:
- “Te enganei direitinho...”
Novamente minha alta preocupação - muito abaixo da tranquilidade da mamãe - me fez
lembrar o mestre que disse: E quem der,
mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, por ser este
meu discípulo, com toda a certeza vos afirmo que de modo algum perderá a sua
recompensa.
Ele
não tinha lá aparência ou credenciais de um discípulo. Mas sei lá. Preferi oferecer com
hospitalidade, a água. Açucarada para garantir-lhe energia suficiente. Um copo
iria afoga-lo. Optei por apenas algumas gotas.
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