segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Gritos no Altar - Parte 1
Esta postagem é parte de uma apostila compilada com base em
experiências ao longo dos anos visitando igrejas e outros auditórios.
A apostila - Gritos no Altar - apresenta situações inadequadas de comunicação e as devidas sugestões para melhoria.
Não pretendo apresentar toda apostila nesse blog.
(1) - Moço. Eu peguei trânsito, paguei pedágio prá te ouvir.
E você viajou 500 quilômetros para falar
algo que a maioria não conseguiu entender???
–
(2) Pregador. O senhor costuma gritar com os seus filhos?
Um pai amoroso grita?
Se o senhor está trazendo a Palavra de Deus, então porque grita?
–
(3) O senhor tem algum problema de audição?
Ou pelo menos pensa que todos que estão participando do culto
são semi-surdos?
–
(4) Já que o senhor é pastor,
saberia me dizer o que entristece o Espírito Santo?
... Qual é o seu e-mail?
É que eu gostaria de lhe enviar um material que estou escrevendo
e que pode lhe interessar...
Fiquei imaginando um início de conversa para
após o culto com o pastor que estava pregando.
Foi impossível entender a maior parte da sua pregação.
Assim como quando os olhos cegam ao passar à
noite por um veículo de faróis altos, o sistema
auditivo também tem sua defesa, e quando um som
muito alto atinge os ouvidos, estes também reagem
protegendo os tímpanos. São reações naturais,
involuntárias, mas essenciais para evitar danos aos
olhos ou aos ouvidos.
E com o pastor gritando ao microfone, dei graças ao
bom Deus quando, num pico de som, o amplificador
das caixas destinadas ao auditório desligou. Alguns
equipamentos de som também são providos de
mecanismos de defesa, e assim, o amplificador que
não suportou o pico, ficou desligado até o final
daquela pregação, restando apenas o som abafado
das caixas de retorno.
Mas além de uma banda de improviso estar
aproveitando a saída dos participantes para “dar uma
ensaiadinha” impossibilitando qualquer conversa no
interior do templo, eu sabia que aquele pastor não
estaria disposto a aceitar qualquer sugestão que
fosse. Afinal de contas, “ele” foi o pregador
convidado da noite, e eu, um mero desconhecido que
resolveu prestigiar o culto de aniversário do pastor
daquele templo.
Experiências anteriores também me ensinaram
que a maioria das pessoas sempre está convicta de
que fez o melhor, e, portanto, não está disposta a
aceitar algo para melhorar em sua
comunicação, graças a uma arrogância
aparentemente necessária para manter
a postura pastoral.
E assim desisti da conversa,
me limitando a responder “igualmente!”
ao “paizdossior!” na saída do templo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário