sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ponto de vista1

Em um dos meus trabalhos tive oportunidade de ver algumas paisagens por outro ângulo.
Na ‘selfie’ no alto de uma torre repetidora de internet - durante a instalação de para-raios – é possível ver as árvores de cima, por exemplo. O horizonte fica mais distante.
Em nosso meio é comum encontrar pessoas cujo horizonte está próximo demais. Outras até parecem estar dentro de um buraco.
Parecem.
Mas a divergência de opiniões, ou o ângulo de onde se visualiza um fato, por vezes é demais valorizado.

 É muito importante esclarecer algo, por mais trivial que seja, desde que a minha versão seja a escolhida, e enquanto isso não ocorrer, todos estarão errados!

Convém lembrar a fábula dos cegos que descreveram um elefante aonde aquele que apalpou a perna, associou a semelhança do animal a uma árvore. Outros compararam a uma parede, cobra, lança, corda ou leque onde respectivamente seguraram: a barriga, a tromba, as presas, o rabo e orelhas. Cada um deles estava correto do seu “ponto de vista”.  De fato, o tato.
É difícil adotar um referencial para alinhar o que realmente está correto quando a credibilidade dada ao idealizador é deixada de lado. Ou quando apenas frases pontuais do manual do fabricante são observadas.

Observo que isso vem minando os lares, os relacionamentos e todo o nosso país pois ali o Manual do Fabricante do ser humano está deixando de fazer e dar sentido.

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