Em um dos meus trabalhos tive oportunidade de ver algumas paisagens por
outro ângulo.
Na ‘selfie’ no alto de uma torre repetidora de internet - durante a
instalação de para-raios – é possível ver as árvores de cima, por exemplo. O
horizonte fica mais distante.
Em nosso meio é comum encontrar pessoas cujo horizonte está próximo
demais. Outras até parecem estar dentro de um buraco.
Parecem.
Mas a divergência de opiniões, ou o ângulo de onde se visualiza um fato,
por vezes é demais valorizado.
É muito importante esclarecer algo, por mais trivial que seja, desde
que a minha versão seja a escolhida, e enquanto isso não ocorrer, todos
estarão errados!
Convém lembrar a fábula dos cegos que descreveram um elefante aonde
aquele que apalpou a perna, associou a semelhança do animal a uma árvore.
Outros compararam a uma parede, cobra, lança, corda ou leque onde
respectivamente seguraram: a barriga, a tromba, as presas, o rabo e orelhas.
Cada um deles estava correto do seu “ponto de vista”. De fato, o tato.
É difícil adotar um referencial para alinhar o que realmente está
correto quando a credibilidade dada ao idealizador é deixada de lado. Ou quando
apenas frases pontuais do manual do fabricante são observadas.
Observo que isso vem minando os lares, os relacionamentos e todo o
nosso país pois ali o Manual do Fabricante do ser humano está deixando de fazer
e dar sentido.

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