sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ponto de vista2

Num dia frio de inverno as mãos enrijeciam com a ação do vento e porcas que eu usava para a construção da torre por vezes caiam. E não era possível visualizá-las do alto. E nem valia a pena descer para procurá-las.
A distância com a qual observamos algo, dificulta encontrar e analisar detalhes.
Fissuras, pequenas pragas, arestas mal aparadas ou porcas caídas simplesmente desaparecem.
Quando transportamos esse ponto de visão à esfera administrativa, a gestão do déspota que por não confiar na capacidade de auxiliares, ignorando suas informações, evitando delegar iniciativa nas atividades de escalões inferiores, fica enfraquecida. O êxito no desenvolvimento, truncado. O progresso diminui em sua amplitude e velocidade.
E justamente por não ser possível enxergar a ação de pragas ou fissuras do alto do trono do poder, boas propostas acabam ruindo.

Apenas um exemplo prático:
Há poucos anos relatei à direção de um parque, o surgimento de alguns indivíduos de espinho-de-roseta; uma planta rasteira que se manifesta no início do verão em áreas de circulação nos gramados.
Por conhecer a dificuldade de transitar em áreas com proliferação dessa planta, sugeri seu controle logo de início, sabendo que sua disseminação é rápida. Como a informação foi desconsiderada, medidas drásticas e onerosas precisam ser tomadas. E como maior prejuízo, o uso do parque tornou-se desagradável justamente nos meses de maior proveito. Do alto ou de longe, os espinhos parecem apenas um belo gramado.

Em sua simplicidade, Jesus apresentou um modelo de gestão onde três eram os mais chegados, doze os escolhidos – mesmo com imperfeições – e assim, muitos foram alcançados em séculos de história.

Aqueles que investem na formação de discípulos sempre terão larga vantagem sobre aqueles que regem com mão de ferro a sua empresa ou mesmo sua congregação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Web Statistics