segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Na mosca!

Cansado de ser incomodado por uma mosca que me perturbava em meu  quarto durante a recapitulação de psicologia, abri a janela para que ela saísse.
Foi um grave erro. 
Um enxame de outras adentrou fazendo um show alucinante de acrobacias ameaçadoras ao meu redor. E eu não consegui entender o motivo – havia tomado banho e escovado os dentes, além de outros detalhes de higiene íntima de descrição desnecessária.
Eu já havia chegado à conclusão de que todo professor de psicologia necessita impreterivelmente de tratamento psiquiátrico. A insanidade de Freud, Piaget e Vygotsky deve ser contagiosa e eu hesitava entre o entender a aula do dia ou vacinar-me com algumas doses de leitura de Tio Patinhas.
Mas a mosca era persistente e me convenceu a abandonar a recapitulação. 
Foi o grave erro dela.  
Sou hábil em capturá-las.
Assim que a nocauteei, tive o cuidado de prendê-la na esquadria da janela com fita adesiva transparente e descarregando meu descontentamento pelo inconveniente, peguei uma lupa fazendo o sol convergir seus raios e fritar o inseto de forma a encher meu quarto com o cheiro da vingança.
A reação imediata da Esquadrilha de Belzebu* foi bater em retirada. Nem me passou pela cabeça que isso poderia ser um repelente tão eficiente.

*do nome hebraico Ba’al Zebub considerado o Senhor das Moscas


CONCLUSÕES

1 – Higiene é importante, assim como o silêncio. Boca fechada não entra mosca.
2 – O estudo da psicologia não afugenta pragas.
3 – Quando algum semelhante fritar ao seu lado, fuja!
4 – Continue mantendo a sanidade lendo Tio Patinhas.

5 -  ... nem pra mim mesmo interessa qual é o quinto ítem!

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