quarta-feira, 3 de setembro de 2014

TEM RAZÃO!


É curioso e quase incompreensível o fato de que certas mentes não conseguem se adequar à evolução do sistema e se reciclar frente a fatos visíveis e palpáveis.
                Os jovens fogem a essa regra por terem uma ótima percepção, com mentes frescas e educação inovada, embasados tecnologicamente. Logo percebem que as ideias dos pais – ou padrastos em sua maioria – são obsoletas. Com princípios de sabedoria antiquada, e por que não dizer até “fora da casinha” para soluções atuais. É incrível o que o passar dos anos faz na mente das pessoas, criando uma crosta de obstinação baseada na vivência. A maioria desses tutores ainda piora o quadro na persistência ridícula do “obedeça aos mais velhos”. A escola por ser socialmente entendida e aceita como uma extensão do lar incorpora esse autoritarismo atribuindo aos professores um status de superioridade, e os jovens tem razão ao se insurgirem, pois de fato são apenas bonecos nas mãos de um sistema educacional podre.
                A era industrial trouxe um benefício especial para as mulheres, permitindo-lhes atribuições mais honrosas do que ser a escrava da casa. Empresária de sucesso ou atendente de telemarketing tem agora o seu espaço na sociedade com seu próprio sustento e podendo comprar livremente adereços, maquiagem ou uma bolsa nova sem passar constrangimentos. Independência!
 Isso também as isentou da sina da barriga no tanque ou pilotar o fogão. A educação da prole fica mais adequada em creches do Estado. Os filhos são assim logo inseridos na sociedade moderna. Em caso de necessidade de alguma correção, há órgãos competentes como o Conselho Tutelar ou FEBEM que são aptos e responsáveis para aplicar procedimentos corretos na adequação da conduta. Essa independência é fator importante para evitar os laços eternos de uma relação afetiva com homens. É incrível o que uma assinatura num papel de cartório pode causar de estragos ao ego. Elas têm razão ao optar por produção independente de filhos, dando-se o direito de namorar ocasionalmente como e com quem lhes convém.
Frente a essa descrição, tem razão aqueles que dizem que num casal o “cabeça da família” tem merecidamente a última palavra nas discussões: “Sim senhora!” 

                É comum discípulos observarem no decorrer do tempo que os mestres incorrem em orientações que extrapolam a irracionalidade. Mesmo os mais conceituados. É óbvio que ao invés de ficar dormindo em fuga das suas responsabilidades, Jesus deveria ajuda-los nos remos durante a tempestade. Pedro tinha toda a razão em sacar sua espada em defesa dos interesses do novo reino no Getsêmani. E o que dizer então da intenção de alimentar milhares apenas com cinco pães e dois peixes??? 

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