É curioso e quase incompreensível
o fato de que certas mentes não conseguem se adequar à evolução do sistema e se
reciclar frente a fatos visíveis e palpáveis.
Os
jovens fogem a essa regra por terem uma ótima percepção, com mentes frescas e educação
inovada, embasados tecnologicamente. Logo percebem que as ideias dos pais – ou
padrastos em sua maioria – são obsoletas. Com princípios de sabedoria
antiquada, e por que não dizer até “fora da casinha” para soluções atuais. É
incrível o que o passar dos anos faz na mente das pessoas, criando uma crosta
de obstinação baseada na vivência. A maioria desses tutores ainda piora o
quadro na persistência ridícula do “obedeça aos mais velhos”. A escola por ser
socialmente entendida e aceita como uma extensão do lar incorpora esse
autoritarismo atribuindo aos professores um status de superioridade, e os
jovens tem razão ao se insurgirem, pois de fato são apenas bonecos nas mãos de
um sistema educacional podre.
A era
industrial trouxe um benefício especial para as mulheres, permitindo-lhes
atribuições mais honrosas do que ser a escrava da casa. Empresária de sucesso
ou atendente de telemarketing tem agora o seu espaço na sociedade com seu
próprio sustento e podendo comprar livremente adereços, maquiagem ou uma bolsa
nova sem passar constrangimentos. Independência!
Isso também as
isentou da sina da barriga no tanque ou pilotar o fogão. A educação da prole
fica mais adequada em creches do Estado. Os filhos são assim logo inseridos na
sociedade moderna. Em caso de necessidade de alguma correção, há órgãos competentes
como o Conselho Tutelar ou FEBEM que são aptos e responsáveis para aplicar
procedimentos corretos na adequação da conduta. Essa independência é fator
importante para evitar os laços eternos de uma relação afetiva com homens. É
incrível o que uma assinatura num papel de cartório pode causar de estragos ao
ego. Elas têm razão ao optar por produção independente de filhos, dando-se o
direito de namorar ocasionalmente como e com quem lhes convém.
Frente a essa descrição, tem razão aqueles que dizem que num
casal o “cabeça da família” tem merecidamente a última palavra nas discussões:
“Sim senhora!”
É comum
discípulos observarem no decorrer do tempo que os mestres incorrem em orientações
que extrapolam a irracionalidade. Mesmo os mais conceituados. É óbvio que ao
invés de ficar dormindo em fuga das suas responsabilidades, Jesus deveria
ajuda-los nos remos durante a tempestade. Pedro tinha toda a razão em sacar sua
espada em defesa dos interesses do novo reino no Getsêmani. E o que dizer então
da intenção de alimentar milhares apenas com cinco pães e dois peixes???
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